Diocese de Jales Participa do Grito dos Excluídos

Diocese de Jales Participa do Grito dos Excluídos

Escrito em 05/09/2019
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A 25ª edição do Grito dos Excluídos foi lançada nesta terça-feira (03), na sede da CNBB em São Paulo. Com o lema “Esse sistema não vale lutamos por justiça, direitos e liberdade”, representantes de movimentos populares, entidades não-governamentais, das pastorais sociais e do clero da Igreja Católica apresentaram a pauta de reivindicações que estará nas ruas neste sábado, 7 de setembro.

Na Diocese de Jales será celebrada uma Missa no Santuário Diocesano da Santíssima Trindade, no dia 7 de setembro às 18h15, com a participação das Pastorais e Projetos Sociais. Denominada também como Missa da Partilha, será arrecadado alimentos que serão destinados às famílias carentes. A missa será transmitida pela Rádio Assunção FM.

Dom Reginaldo Andrietta, Bispo Diocesano de Jales e Bispo Referencial da Pastoral Operaria da CNBB, presidirá a Santa Missa, às 10h30 da manhã, no Santuário Nacional de Aparecida, na Romaria dos Trabalhadores, um dos diversos atos do Grito dos Excluídos. A Missa será transmitida no Facebook do Portal A12.

A pescadora, ribeirinha e atingida pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), Regiane Soares Rosa denunciou os ataques contínuos da empresa Vale sobre a vida dos atingidos. “A morte do Rio Doce prejudicou todas as famílias da minha comunidade. Ficamos sem trabalho, sem fonte de renda, sofrendo as consequências de termos perdido o nosso rio”, disse Regiane que também é militante do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB).

A pescadora, que agora vive em Brumadinho, compartilhou o atual momento após o crime da Vale. “Hoje, a cidade vive um caos, muitos jovens tentam suicídio por não suportarem aquela realidade”, desabafa a atingida.

“Este ano, o fator de defesa da vida e do planeta está evidente com a realidade da Amazônia. Queremos uma sociedade que seja socialmente justa, politicamente democrática e ecologicamente sustentável”, diz dom Pedro Stringhini, presidente do Regional Sul 1 da CNBB, que compreende as dioceses do Estado de São Paulo. Para ele, o Grito dos Excluídos tem um significado profundo de ”mobilização e participação popular”.

O Grito dos Excluídos

A proposta do Grito dos Excluídos e Excluídas surgiu em1994, a partir do processo da 2ª Semana Social Brasileira, da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), cujo tema era Brasil, alternativas e protagonistas, inspirada na Campanha da Fraternidade de 1995, com o lema: A fraternidade e os excluídos.

Entre as motivações que levaram à escolha do dia 7 de setembro para a realização do Grito dos/as Excluídos/as estão a de fazer um contraponto ao Grito da Independência. O primeiro Grito dos Excluídos/as foi realizado em 7 de setembro de 1995, tendo como lema A vida em primeiro lugar, e ecoou em 170 localidades.

A partir de 1996, o Grito foi assumido pela CNBB que o aprovou em sua Assembleia Geral, como parte do PRNM (Projeto Rumo ao Novo Milênio – doc. 56 nº 129). A cada ano, se efetiva como uma imensa construção coletiva, antes, durante e após o Sete de Setembro.

Mais do que uma articulação, o Grito é um processo, é uma manifestação popular carregada de simbolismo, que integra pessoas, grupos, entidades, igrejas e movimentos sociais comprometidos com as causas dos excluídos. Ele brota do chão, é ecumênico e vivido na prática das lutas populares por direitos.

A proposta não só questiona os padrões de independência do povo brasileiro, mas ajuda na reflexão para um Brasil que se quer cada vez melhor e mais justo para todos os cidadãos e cidadãs. Assim, é um espaço aberto para denúncias sobre as mais variadas formas de exclusão.

Com informações do Grito dos Excluídos.